Para CEO da Alfaneo, Charles Viegas, a inteligência artificial é a nova disrupção mundial

Empresas inovadoras impulsionam inteligência artificial e transformam panorama econômico de MS

 

Inteligência artificial: nova disrupção mundial

Para Charles Felipe Oliveira, de 43 anos, a inteligência artificial é a nova disrupção mundial, ou seja, uma ruptura no curso ‘normal’ da sociedade, tal qual o surgimento da Internet e, posteriormente, o aparecimento de celulares mobile. Sócio-proprietário da Alfa Neo, o campo-grandense também teve a coragem de investir no próprio negócio durante a pandemia, em 2020. De lá pra cá, viu suas vendas deslancharam com a Inteligência Artificial.

Sua empresa, sediada na Capital de Mato Grosso do Sul, trabalha com desenvolvimento de softwares de Inteligência Artificial sob demanda. Pesquisador e com experiência há 20 anos, ele e o sócio decidiram unir pesquisa e prática para montar a empresa.

“O meu sócio, que veio da academia, se sentia angustiado porque fazia muitas pesquisas e elas acabavam virando papers [artigos], que eram publicados em veículos científicos, mas acabava não chegando ao público final. Então, a gente se juntou para empreender, usar a pesquisa dele com o meu conhecimento de mercado para dar uma solução mais impactante”.

Assim nasceu a Juridcs, antiga nomenclatura da empresa, até então voltada ao desenvolvimento de inteligências artificiais focadas nos textos jurídicos. A ferramenta foi tão eficaz que o próprio TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) adotou em seu sistema.

“É uma inteligência que consegue entender o texto jurídico, consegue olhar para o texto, que muitas vezes é complicado para um leigo, e entender de maneira tranquila mediante muito treinamento. A gente desenvolveu a pesquisa dentro da empresa, criamos essa inteligência artificial, publicamos pesquisas e foi demandado pelo próprio TJMS […] o objetivo era criar um banco estadual de precedentes, um banco de dados que agrupa as decisões de 2ª instância para agrupar e identificar como o Tribunal está decidindo sobre certos temas. Será que o tribunal está decidindo da mesma forma processos equivalentes? Ou ele está variando quando cai em um desembargador, julga de um jeito, quando cai em outro desembargador, julga de outro? Não daria pra fazer isso humanamente porque hoje o TJMS julga mais de 80 mil processos por ano, então é um negócio que não dá pra fazer manualmente, mas com a inteligência artificial, sim”, explica Charles.

A IA, então, pegou todos os dados históricos e fez os agrupamentos, dando luz a esse tipo de informação que, até então, estava oculta aos olhos humanos.

“Com essa ferramenta o desembargador pode olhar, ver se aquele tema que está julgando é um tema estável, se está pacificado, se já tem um entendimento do Tribunal, em qual caminho seguir. Isso foi muito motivado por causa do novo Código Processual Civil, que determina que os Tribunais devem identificar e pacificar a sua jurisprudência”, pontua o empresário.

De Juridics para Alfa Neo

Em pouco mais de um ano de criação, a Juridics ampliou sua atuação e cartela de clientes. Portanto, mudar o nome pareceu uma solução viável para alcançar mais negócios. Assim, então, surgiu a Alfa Neo.

Para os sócios, o maior objetivo é transformar pesquisa científica em produtos. Assim, a empresa atualmente trabalha com auditoria por meio de videomonitoramento, em que a IA consegue analisar se uma pessoa numa obra, por exemplo, está fazendo uso dos equipamentos de segurança individual, além de ferramentas utilizadas na área tributária no processamento de notas fiscais eletrônicas em parceria com o Governo do Estado.

Assim, trata-se de uma empresa que desenvolve softwares sob demanda que integra inteligência artificial, propondo projeto para ser aplicado na prática. Confira como a Inteligência Artificial funciona nas plataformas desenvolvidas pela empresa.

Custo de R$ 300 mil

Você deve estar se questionando o valor de tudo isso. Segundo Charles, sua empresa trabalha atualmente com dois produtos:

  • A Inteligência Artificial sob demanda específica: para grandes empresas, indústrias e setores governamentais;
  • IA InBox: uma ferramenta em que o próprio empresário vai oferecer os dados e treinar sua inteligência artificial, com foco nas pequenas e médias empresas de serviço. Essa ainda está em fase de desenvolvimento.

Para Charles, o custo final da primeira opção é de R$ 300 mil, uma vez que demanda maior quantidade de dados, processamento e treinamento. Já a segunda, quando oficialmente implementada, pode girar em torno de R$ 2 a R$ 3 mil. A Jurisbert, ferramenta para ler textos jurídicos, levou três semanas de treinamento até conseguir desempenhar sua função, por exemplo.

Diante desse cenário, ele alega ter grandes expectativas de crescimento se as negociações seguirem os históricos empresariais. Entre 2021 e 2021, a empresa teve três vezes mais crescimento. Até 2023, cresceu 100% do seu tamanho em equipe e faturamento, pontua o sócio.

“A inteligência artificial veio para ficar, ela é a próxima disrupção. Quando a Internet chegou, ela criou uma disrupção e no modo como as pessoas se comunicavam. Depois veio o mobile, quando as pessoas começaram a ficar o tempo todo online. E agora veio a inteligência artificial, mais uma disrupção que está vindo para o mercado que vai mexer muito. Mas em algum momento, igual aconteceu com a internet e com o mobile, ela também será regulamentada, muitos empregos estão sendo criados”, conclui Charles.

 

Acesse a matéria na integra abaixo:

Fonte: RABELO, Nathália. Empresas inovadoras impulsionam inteligência artificial e transformam panorama econômico de MS. MÍDIAMAX, Campo Grande, 02, junho e 2023.  Disponível em: <https://midiamax.uol.com.br/cotidiano/2023/empresas-inovadoras-impulsionam-inteligencia-artificial-e-transformam-panorama-economico-de-ms/>.

 

 

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