No trânsito, dirigir sem cinto não significa que o acidente vai acontecer, significa que o dano será muito maior caso o acidente realmente aconteça. Na maioria das empresas o jurídico corporativo opera da mesma forma. Mas o jurídico corporativo ainda dirige sem cinto.
Dados do anuário do Sistema Único de Saúde (SUS) registraram mais de 35 mil mortes no trânsito entre 2004 e 2006 no país. Então vieram os radares; depois os sistemas de freio automático; os alertas de ponto cego; a câmera de ré. A tecnologia não mudou o motorista, ela antecipou o erro antes que ele acontecesse. Como resultado, em 2023 esse número caiu para menos de 26 mil, 9 mil vidas a menos por ano. E ninguém chamou nenhuma automação de “substituto do motorista”.
O radar não inventou a velocidade excessiva. Ele mediu o que já acontecia. A IA jurídica funciona da mesma forma. A cláusula contratual que historicamente gera rescisão litigiosa no seu setor já rescindiu contratos de outras empresas. O que estava invisível passa a ser documentado. O padrão sempre existiu, faltava quem lesse em velocidade suficiente para agir antes da colisão.
Freio automático: agir antes que o motorista perceba o perigo
O sistema de freio automático não espera que o motorista decida frear, ele calcula distância, velocidade e tempo de reação e age antes. A previsibilidade jurídica opera na mesma lógica.
Quando a IA identifica que um contrato em negociação contém cláusulas que historicamente podem gerar rescisão litigiosa, ela não espera a ação ser protocolada, ela freia antes. Quando ela indica que a probabilidade de êxito não justifica a contestação, ela não espera o julgamento. Ela recomenda o acordo antes da audiência – e com o valor correto. O advogado continua ao volante e com o freio automático acionado.
A tecnologia chega
O radar não pediu permissão para mudar o trânsito, ele chegou e mudou tudo. Seu jurídico está operando com quantos pontos cegos hoje?
Agende uma demonstração e entenda como a inteligência artificial jurídica pode impactar diretamente na sua empresa e evitar acidentes. Faça seu jurídico usar o cinto de segurança.